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Estão abertas as inscrições para a banda mirim do Ilê Aiyê

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Crianças entre sete e doze anos que queiram fazer parte da Escola da Band’Erê, a banda mirim do Ilê Aiyê, devem ir até a sede do Ilê Aiyê, na Senzala do Barro Preto, localizada no Curuzu – Liberdade. Os alunos poderão se inscrever para os cursos de dança, música, percussão e cidadania.

 

As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de janeiro, de segunda a sexta-feira, nos horários das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30. O início das aulas está previsto para o dia 25 de fevereiro.

 

Para fazer a inscrição precisa levar a cópia do RG ou certidão de nascimento da criança; RG e CPF (da mãe biológica); comprovante de residência; comprovante de matricula ou atestado de escolaridade de 2013; comprovante da bolsa família (caso tenha); 01 foto 3×4 recente e informação sobre grupo sanguíneo (da criança).


Uma viagem pelo carnaval da Bahia de 1884 a……….

O carnaval de Salvador, a primeira capital do Brasil, evoluiu como no Rio de janeiro e em diversas outras partes do país. As iniciativas tomadas para conter os abusos do entrudo português fizeram surgir os bailes dos salões, com grande destaque para as festas à fantasia do teatro São João, o corso, os cordões e blocos diversos. O ano de 1884 é considerado um marco pelos baianos devido a organização apresentada pelas manifestações populares à partir deste ano.


No finalzinho do século XIX, por volta de 1894, 1895, surgiu o Afoxé, um tipo de grupo formado por negros que representavam casas de culto de herança africana e saíam às ruas cantando e recitando seqüências de músicas e letras. Os afoxés exibiam-se na Baixa dos Sapateiros, Taboão, Barroquinha e Pelourinho, enquanto os grandes clubes desfilavam em áreas mais nobres. O mais famoso afoxé é o “Filhos de Gandhy”, criado em 1949 – ano do IV centenário da cidade – pelos estivadores do Porto de Salvador. O nome é uma homenagem ao pacifista indiano Mahatma Gandhy, assassinado um ano antes.

A maior inovação do Carnaval da Bahia porém, foi o Trio Elétrico de Dodô e Osmar, que surgiu em 1950 e representa a consagração do carnaval de rua.A primeira apresentação foi feita em cima de um Ford 1929, com guitarras elétricas e som amplificado por auto-falantes, às cinco da tarde do Domingo de carnaval.
O desfile aconteceu no Centro da cidade arrastando uma verdadeira multidão. Na verdade, o nome “trio elétrico” só surgiu mesmo no ano seguinte, quando três músicos se apresentaram em cima do tal carro.
Nos anos 70 o carnaval presenciou o nascimento de grupos históricos, como os Novos Baianos e o bloco afro Ilê Aiyê, além do renascimento do Filhos de Gandhy. Era o começo do crescimento cultural do Carnaval de Salvador, que passou a enfatizar os conflitos e a protestar contra o racismo.
Na década de 80, grupos como Camaleão, Eva e  Olodum escreveram seus nomes na história da festa mais popular da Bahia

1880

Os salões são os locais preferidos pela elite soteropolitana para brincar o carnaval, embora nas ruas ainda persistam as brincadeiras violentas do entrudo, costume que antecedia a Quaresma, trazido pelo portugueses: gente atirando bolas cheias de água, muitas vezes malcheirosa. A polícia reprime essas manifestacões, e, nos próximos anos da décadas, as ruas ganham outros tipos de brincadeiras, desfiles de carros a;egóricos, e a população mais pobre (incluindo os negros) dançando – e batucando – pela cidade.

1895

Fundada a Embaixada Africana, o primeiro afoxé de salvador, formado por negros nagôs. que desfilaram  com roupas e objetos de adorno importados da África.Em 1896, surgiu, então, o segundo afoxé, o “Pândegos da África”, organizado também por negros. Os grupos representavam casas de culto de herança africana e saíam às ruas cantando e recitando seqüências de músicas e letras.

1942

Adolfo Antonio Nascimento, o Dodô, conhece o violão elétrico e resolve desenvolver um instrumento semelhante. Constrói um violão para si e um cavaquinho para Osmar Älvares de Macêdo, o Osmar, para serem ligados a amplificadores de som. No começo. Os instrumentos apresentam microfonia, mas um dia, Dodô descobre que o uso de madeira maciça resolve o problema. Nasce assim a precursora da guitarra baiana, chamada de pau elétrico. A dupla a se apresentar com a novidade em clubes e festas.

1949

Um grupo de estivadores do porto de Salvador funda o afoxé Filho de Gandhi, homenageando o pacifista indiano.

1950

Dodô e Osmar saem pela rua Chile e Praça Castro Alves, no centro da cidade, tocando os paus elétricos em velho ford 1929, apelidado carinhosaente de “Fobica”, e equipado com primitivos alto-falantes. Eles mesmos se dão o nome de Dupla Elétrica. O sucesso é imediato, arrastando multidões pelo centro de Salvador ao som de… frevo! No ano seguinte, se transfoormariam em “trio elétrico”, com a adesão de Temístocles Aragão ao grupo, tocando um cavaquino elétrico chamado triolim. Uma picape substitui o Ford e, em volta do carro, o som é multiplicado por oito cornetas.

1955

O Trio Tapajós aparece pela primeira vez no carnaval soteropolitano. Orlando Campos ( ou Orlando Tapajós) inventa a carroceria elérica em cima de uma camnhonete, melhorando o modelo surgido com Dodô e Osmar.

1960

Muitos foliões vestem a mortalha, um espécie de “camisolão”, anatecessora do abadá, Opção às fantasias tradicionais que imperavam desde o século XIX (índios, piratas, árabes), a mortalha era uma espécie de roupa de carrasco, com cores fúnebres, cruzes e capuz. Com o tempo, ganharam cores e frases engraçadas e, nos anos 1970, foram incorporadas como fantasias ofciais dos blocos.

1962

Criado o primeiro grande bloco, Os Intencionais. Os bloco começam a adotar mortalhas como fantasias e cordas de delimitação. O som que os acompanham são feitos apenas com instrumentos de percussão. Nessa época, novos trios elétricos nascem.

1969

“Atrás do trio elétrico/só não vai quem já morreu”. Caetano veloso, lança a música Frevo Baiano, homenageando s ivensão do trio elétrico. Três anos depois, Orlando Tapajós cria a Caetanave, com a carroceria de seu trio em forma de avião, para homenagear o músico Caetano Veloso, que voltava do exílio por causa da ditadura militar.

1972

A música Chuva, Suor e Cerveja, de Caetano Veloso, vira sucesso e quase um hino do carnaval.

 

1974

É fundado o Ilê Aiyê, o primeiro bloco afro-baiano do carnaval, dedicado a expandir a cultura afro-brasileira.

1976

Oficialmente, a data marca a primeira vez que músico canta em cima de um trio elétrico. O baiano Moraes Moreira entrou na avenida a bordo do Trio Tapajós e j;a aprovava a mistura que é o carnaval baiano, cantando um pouco de tudo – de frevo a rock. Alguns, porém, rebatem que foi Baby Consuelo quem primeiro cantou em um trio, usando um microfone ligado ao cabo de uma guitarra.

1978

Entra em cena o bloco Camaleão, um dos pioneiros entre os que surem nas décadas de 1970 e 1980. O bloco marca o início da profissionalização do carnaval como ele é hoje.

1980

Traz os Montes e o primeiro trio elétrico a trocar os amplificadores a válvula por equipamentos transistorizados, aumentando a potência do som e estacando a voz do cantor. O trio também substitui as bocas de alto-falantes por caixas de som retangulares, e a banda passa a se apresentar completa em cima do caminhão. Quem estreou  com sucesso o equipamento é Bell Marques, ainda com sua banda Scorpius (que virou o Chiclete pouco tempo depois). Em 1981, a Banda  da Eva passa a tarefa de projetar o sistema de som a engenheiros especializados e importa sofisticados equipamentos. Assim, surge um novo padrão de qualidade, que serviria de modelo para os trios elétricos.
1982

Bermuda, short e macação começam a tomar o lugar da mortalha como roupas mais adequadas para pular o carnaval.

1985

O cantor Luiz Caldas grava Fricote. A música ganha as rádios e prenuncia oestrouro da axé music em todo o Brasil. A música .

1986

A música Sou Negão,  de Gerônimo, faz sucesso em todo o Brasil e marca mais uma vez a valorização da cultura afro. No rastro desse sucesso, outras bandas começam  a tomar o mesmo rumo artístico.

1987

Auge do grupo Olodum, dando visibilidade ao samba-reggae e aos ritmos de percussão afro-baiano, que ainda hoje dominam o carnaval. A Banda Mel grava Faráo, composta pelo Olodum. A música se torna conhecida nacionalmente.

1990

Começa a parceria da banda Chiclete com Banana com o bloco Camaleão, que permanece até hojo. Nesse ano, o publicitário Pedrinho da Rocha cria abadá, adaptação da mortalha que se torna mais confortável para o folião.

O bloco Eva é o primeiro a adotar o abadá, uma das características marcantes do carnaval de Salvador.

Netinho leva um trio elétrico para se apresentar nas cidades italianas onde a seleção brasileira joga a Copa do Mundo. No mesmo ano, o Olodum grava uma música com o cantor e compositor americano Paul Simon, o que fez o grupo ser conhecido fora do país. O início da década ainda é marcado pelo surgimento dos blocos alternativos, que saem na quinta, sexta e sábado. Com o tempo, o Chiclete com Banana cria o seu alternativo Nana Banana, o Eva lança o Nu Outro, e o enterlada forma o Timbalada.

1992

Com a música o Canto da Cidade, Daniela Mercury é sucesso em todo o país e se torna uma das principais artistas da música popular brasileira. O  estrondoso sucesso da cantora ajuda a divulgar o carnaval da Bahia internacionalmente.

1993

Inspirado nas vestimentas de capoeira, o publicitário Pedrinho Rocha desenha o modelo de abadá (camisa em dialeto africano) como ele é até hoje –  quem primeiro vestiu seus associados no carnaval foi o bloco Eva.

1994

O Ara Ketu faz grande suceddo com Ara Ketu Bom Demais.

 

1995

O grupo é o Tcham investe em canções com letras de duplo sentido e nas dançarinas que requebram bastante. Fica conhecido na Bahia e vira mania em todo o país.

1996

Comandado o bloco Crocodilo, Daniela Mercury “inaugura” o circuito Barra-Ondina. Para divulgá-lo na mídia, cria o primeiro camarote com estrutura profissional, recebendo convidados famosos no circuito artístico.

1998

Flora Gil lança o Trio Eletrônico, para comemorar os 30 anos da Tropicália. Os representantes dos novos baianos que surgiram no final da década de 1960 desfilam pelas avenidas de Salvador, com Gilberto Gil de cicerone para amigos como Caetano Veloso, Gal Costa, Pepeu Gomes e Baby do Brasil. Um ano depois é criado o camarote de Flora, hoje chamado de Expresso 2222 e responsável pela mairo quantidade de celebridades internacionais presente nos carnavais de Salvador – da Rainha Silvia, da Suécia, a Bono Vox, vocalista do U2.

1999

Depois de alcançar o estrelato, Ivete Sangalo faz seu último carnaval na banda Eva e começa a carreira solo.

2000

Surge a Central do Carnaval, trazendo maios profissionalização ao carnaval de Salvador, facilittando a vida de turistas e foliões em geral. É da Central a ideía de combinar varios bloco e artistas; antes, os foliões não tinha escolha, e dançavam o mesmo bloco durante os três dias seguidos do carnaval.

2006

Um DJ de música eletrônica sobe pela primeira vez no trio elétrico, comandando o Bloco Skol D+. O inglês Fat Boy Slim repete a dose este ano, comprovando que a mistura de ritmos é a grande marca do carnaval de Salvador.


Camarotes do carnaval 2010 de Salvador

Camarote do Nana. Destaque do circuito Barra-Ondina, o espaço terá apresentações especiais da banda Chiclete com Banana em frente ao camarote, nos dias de sexta e sábado, quando desfila o Bloco Nana Banana, e domingo, quando desfila o Camaleão. Os serviços são mais do que especiais: palco para shows que acontecem todos os dias, além de acesso à praia e boate climatizada.

Camarote Skol  Salvador  em frente ao Clube Espanhol, o espaço com  mais de mil metros quadrados com um projeto arquitetônico diferenciado. A programação de shows contará com as presenças de Jau e banda, banda 5%, banda Negra Cor, banda Batifun, Mr João e Seu Maxixe.

O Camarote do Ilê  Aiyê é uma das atrações do Circuito Osmar.  Com  música ao vivo e show da Banda Aiyê, no domingo, com  vista para a Baia de Todos os Santos  .


Ensaios do Ilê Aiyê, preparação para o carnaval 2010 da Bahia

Teremos neste sábado dia 7 de novembro o início dos ensaios do  Ilê Aiyê,  que é a preparação para o carnaval 2010 . A festa começa as 22h no Centro Cultural Senzala do Barro Preto, no Curuzu. Em um ambiente  agradável, frequentado majoritariamente pela  propria comunidade que todos os anos  transformam as ruas da Liberdade  e do Campo Grande,  tradicional circuito do carnaval da Bahia  na   maior  festa  de rua do mundo. A banda de samba “Negros de Fé”,  acompanhada pela banda Aiyê  irão fazer a alegria de todos que comparecerem a Senzala do Barro Preto.


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